Bolsonaro diz que vai tirar Brasil da ONU se for eleito presidente

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Nesta sexta-feira (17), o Comitê de Direitos Humanos da ONU recomendou ao Brasil que garanta direitos políticos ao ex-presidente Lula até que sejam julgados todos os recursos contra condenação.



O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, disse neste sábado (18) que se for eleito presidente vai tirar o Brasil da Organização das Nações Unidas (ONU). Ele afirmou, ainda, que a instituição não serve para nada.
"Se eu for presidente eu saio da ONU, não serve pra nada esta instituição", afirmou Bolsonaro. "É uma reunião de comunistas, de gente que não tem qualquer compromisso com a América do Sul, pelo menos", disse o candidato do PSL.
Ele participou de cerimônia de entrega de espadins na Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende, no Sul do Rio de Janeiro.
Nesta sexta-feira (17), o Comitê de Direitos Humanos da ONU solicitou que o Brasil garanta direitos políticos ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na prisão e não o impeça de concorrer na eleição de outubro até que sejam completados todos os recursos de sua condenação.
A manifestação do comitê aconteceu a partir de pedido da defesa de Lula, apresentado no fim de julho deste ano. O comitê ressaltou que a decisão não significa que houve violação. A decisão de mérito sobre o caso será tomada no ano que vem.

Bolsonaro reafirmou que, se eleito presidente, vai escalar militares para a composição dos ministérios. Ele também voltou a dizer que ex-presidentes do Brasil nomearam terroristas para a Esplanada dos Ministérios.
"Por que que eu botaria muitos militares [nos ministérios]? Dilma e Lula botaram corruptos e terroristas, ninguém falava nada. Qual é o preconceito para com o militar? Por exemplo, o coronel Marcos Pontes, da Aeronáutica, que é nosso astronauta, possivelmente ocupe o Ministério da Ciência e Tecnologia", disse.
Militar da reserva, Bolsonaro lembrou dos tempos de Exército. "Lógico que bate uma saudades. A vida de cadete não é fácil. Tem que estar empenhado 24 horas por dia, quer seja na instrução acadêmica, quer seja na militar. É uma vida de bastante sacrifício. Esta garotada aqui, é o que nos temos de melhor para oferecer ao Brasil", disse após a solenidade no Rio de Janeiro.

Via: G1

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