15 de mar de 2018

Grampo revela que Dilma interferia no jornalismo da Globo e da Folha de S. Paulo

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O grampo trazido à tona pela Folha de S. Paulo ainda em 2016, ao contrário do que se espalhava na imprensa, não trazia complicações à vida do presidente do Senado. No máximo, explicitava a defesa da mudança da lei da delação premiada, algo que já comentavam abertamente em Brasília. Mas, por dois momentos e sem citar nomes, relatava que Dilma Roussefftentara interferir nos trabalhos jornalísticos da Globo e da Folha de S.Paulo. Que, na investida mais recente, conseguira alguma simpatia da parte da segunda. Mas que, em outras, tivera sucesso com a primeira.
O governo Dilma vivia seus últimos dias. Por todo um ano, as ruas do país foram tomadas por protestos que pediam o impeachment da presidente da República. Neste contexto, a primeira conversa cita pressão realizada junto a João Roberto Marinho. O resultado, nas palavras de Renan Calheiros, teria sido “desastroso”. Mas o próprio peemedebista referenda que, em situações semelhantes e anteriores, o vice-presidente do Grupo Globo teve como “influir”.
MACHADO – Agora, a Globo passou de qualquer limite, Renan.
RENAN – Eu marquei para segunda-feira uma conversa inicial com [inaudível] para marcar… Ela me disse que a conversa dela com João Roberto [Marinho] foi desastrosa. Ele disse para ela… Ela reclamou. Ele disse para ela que não tinha como influir. Ela disse que tinha como influir, porque ele influiu em situações semelhantes, o que é verdade. E ele disse que está acontecendo um efeito manada no Brasil contra o governo.
MACHADO – Tá mesmo. Ela acabou. E o Lula, como foi a conversa com o Lula?
Já com a Folha, segundo Renan Calheiros, a conversa teria sido “muito melhor”. Otavio Frias Filho, diretor de Redação, chegou até a reconhecer que a cobertura do jornal tinha “exageros”:
MACHADO – Não dá pra ficar como está, precisa encontrar uma solução, porque se não vai todo mundo… Moeda de troca é preservar o governo [inaudível].
RENAN – [inaudível] sexta-feira. Conversa muito ruim, a conversa com a menina da Folha… Otavinho [a conversa] foi muito melhor. Otavinho reconheceu que tem exageros, eles próprios têm cometido exageros e o João [provável referência a João Roberto Marinho] com aquela conversa de sempre, que não manda. […] Ela [Dilma] disse a ele ‘João, vocês tratam diferentemente de casos iguais. Nós temos vários indicativos’. E ele dizendo ‘isso virou uma manada, uma manada, está todo mundo contra o governo.’
MACHADO – Efeito manada.
RENAN – Efeito manada. Quer dizer, uma maneira sutil de dizer “acabou”, né.
Até o 15 de março de 2015, o jornalismo da Globo evitava falar em impeachment, ou mesmo noticiar os protestos com esta finalidade. Com milhões de pessoas nas ruas exibindo faixas gigantescas, de início, passaria a abordar o assunto, mas com um grotesco “ilegal” em forma de ressalva. Para isso, deturpava-se uma declaração de Ayres Britto, ex-ministro do STF, ao Fantástico.
A postura só começaria a mudar em 2016, com a proximidade do 13 de março, que superaria os recordes quebrados um ano antes. Nas redes sociais, chamou atenção o fato de a Folha mudar de postura em sincronia quase perfeita com a rede da família Marinho. Contudo, o tom crítico do jornal logo voltaria à manutenção de pautas do interesse da esquerda.
Teria ocorrido ali a pressão de Dilma junto a Otávio Frias Filho?
Na matéria original publicada na própria Folha, nenhum dos dois veículos se posiciona no “outro lado“.

Via: odiarionacional


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// O corpo do texto deve ficar no lugar deste comentário. //

Dobson Lobo é CEO do site União dos Livres desde 2008, do site A Bio Defesa desde 2014e do site The Zika Virus desde 2016. 

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