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TERRORISMO - Barcelona sofre ataque: van avança sobre pedestres e 13 morrem

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La Rambla, um calçadão que fica lotado de estrangeiros, foi o alvo.
Mais de cem pessoas estão feridas; dois suspeitos foram presos.


O terror na forma de atropelamento coletivo fez o mundo voltar os olhos, mais uma vez, para vítimas de uma covardia bárbara na Europa. Desta vez, em Barcelona, na Espanha, cheia de turistas, no auge das férias de verão.
Uma van avançou sobre mais de uma centena de pedestres. Até agora, foram confirmadas 13 mortes. A reportagem é de Pedro Figueiredo e Erick Rianelli.

De repente, a rua de pedestres virou um caos e, mais uma vez, o carro, uma arma. A região de La Rambla, o enorme calçadão lotado de estrangeiros se tornou o alvo do terror.
Às 17h, meio-dia pelo horário de Brasília, equipes de emergência receberam ligações de um atropelamento grave. Até aquele momento, pouco se sabia.
Relatos indicavam que uma van branca subiu a calçada em alta velocidade e correu mais de 500 metros, em ziguezague, atropelando quem estivesse na avenida. Depois, dois homens armados abandonaram o carro e fugiram a pé. Cerca de uma hora depois, a polícia já tratava o caso como provável ataque terrorista.
A avenida liga a Praça de Catalunha ao Porto Velho, a orla da cidade, e faz parte de roteiro de quem passa pelos pontos históricos de Barcelona, como o Parque Güell e a Sagrada Família. No verão espanhol, em que só escurece depois das 21h, muita gente celebrava as férias.
Após o atentado, dezenas de pessoas corriam desorientadas. Muitas buscaram abrigos em igrejas, bares e restaurantes. Com a rede supercongestionada, quem conseguia sinal pelo celular avisava aos parentes que estava bem.
Um turista contou que estava na parte de cima do calçadão e começou a ouvir barulho, gente gritando, correndo para todos os lados e pessoas estiradas no chão.
Um jovem brasileiro trabalha na Rambla e relatou o que viu.
“Uma cena de filme. Muita polícia entrando na Rambla com metralhadoras, escudos, ambulâncias indo e vindo, corpos no chão”.
O advogado Mário Pedro Guimarães almoçava num restaurante com a família:
“Estávamos no restaurante quando fechara as portas, foi só isso. Ficamos lá uma hora ou duas aguardando ordem. É uma tática da polícia para fazer um pente fino”, contou.
As autoridades imediatamente elevaram o alerta para máximo. A todo o momento circulavam notícias de que terroristas agiam em outras áreas da cidade e que tinham sido entrincheirados pela polícia em um bar, informação negada depois pelas autoridades.
A região onde aconteceu o atentado fica no final de uma rua. Os policiais montaram um ponto de bloqueio para impedir a passagem de pedestres e de carros. Por isso muitos turistas e moradores de Barcelona estão tendo que aguardar nas calçadas para poderem seguir para os seus destinos.
As principais ruas de acesso à avenida foram fechadas e cinco estações de metrô perto da área de atentado ainda não reabriram.
Mais tarde, perto de onde aconteceu o atentado, houve correria e desespero sem que se soubesse o motivo. Muita gente disse ter visto um homem atirando. A polícia negou a informação.
No fim do dia, pela internet, o Estado Islâmico assumiu a responsabilidade pelo ataque, mas como o grupo terrorista costuma se apropriar de atos isolados, as autoridades ainda não confirmaram oficialmente quem planejou e realizou o ataque, nem mesmo quantos homens que estariam envolvidos.
Dois suspeitos foram detidos. Um deles chegou a ser identificado como o marroquino Driss Oulkabir, que mora legalmente na Espanha. Durante a tarde, o verdadeiro Oulkabir se apresentou à polícia e informou que os documentos dele foram roubados. A polícia suspeita que o irmão de Driss, Moussa, tenha participado do atentado e tenha roubado os documentos para despistar as investigações.
Um terceiro homem, que ainda não se sabe se teria ligação direta com o atentado, foi morto depois que furou uma barreira de controle.
Pelas redes sociais, a mobilização para doar sangue fez lotar os hospitais da cidade. Foram acolhidos 600 turistas e estudantes em igrejas e restaurantes que passaram.
Além de organizar um gabinete de crise de segurança, as autoridades preparam homenagens na sexta-feira (17), com um minuto de silêncio ao meio-dia em frente à prefeitura.
O primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, saiu de Madri para assumir a coordenação da resposta ao ataque e afirmou que o terrorismo nunca vai derrotar um povo que ama a liberdade.
A Casa Real da Espanha divulgou um comunicado por uma rede social.
"São uns assassinos, simplesmente uns criminosos que não vão nos aterrorizar. Toda a Espanha é Barcelona. Las Ramblas voltarão a ser de todos".
A polícia da região da Catalunha realizava na noite desta quinta-feira uma caçada ao motorista da van. A polícia anunciou que os suspeitos presos não estavam na van que atropelou as vítimas.

Um deles é marroquino e outro é do enclave de Melilla, que fica no norte da África. A polícia informou que um deles foi preso na cidade de Alcanar, a 200 quilômetros de Barcelona.

Naquela cidade, uma explosão destruiu uma casa, matou uma pessoa e feriu sete. A polícia afirma que há uma relação entre a explosão em Alcanar e o atentado em Barcelona.
E outra morte ocorreu em Barcelona: um homem que tentou escapar de um bloqueio policial e trocou tiros com policiais. As autoridades não confirmam que esse homem tenha ligação com o atentado.
À noite, o primeiro-ministro, Mariano Rajoy, fez um pronunciamento aos espanhóis. Ele disse que está solidário com todo o país e com os parentes das vítimas do atentado e pediu a união de todos os partidos num pacto contra o terrorismo. Ele disse ainda que se tratou de um atentado jihadista.
Segundo o Ministério de Relações Exteriores, até agora não há registro de brasileiros entre as vítimas. À noite, o Palácio do Planalto foi iluminado com as cores da bandeira da Espanha.
Segundo atentado
Por volta das 21h30, a polícia espanhola afirmou ter havido um segundo atentado na noite desta quinta-feira, desta vez na cidade de Cambrils, ao sul de Barcelona. A polícia acaba de revelar que matou quatro suspeitos de envolvimento num atropelamento que, segundo a imprensa espanhola, deixou cinco pessoas feridas.
Cambrils fica a 120 quilômetros ao sul de Barcelona, onde 13 pessoas morreram e mais de cem ficaram feridas no atropelamento coletivo, na região de Las Ramblas. Dois suspeitos foram presos.
Via: G1

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