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Sala de aula de colégio do sul tem quadro com imagem de Hitler

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Ditador nazista divide espaço de sala temática com outras figuras históricas, como Getúlio Vargas e Júlio César

Exposto em um canto de uma sala de aula, um quadro retratando Adolf Hitler chama atenção em uma foto divulgada por uma escola particular em Taquara, no Vale do Paranhana. A imagem aparece em um álbum online sobre as provas da primeira fase da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas, que neste ano teve sua primeira fase realizada em junho. À frente do quadro, realizam o exame alunos do Ensino Médio do Instituto Adventista Cruzeiro do Sul (IACS).
Em contato com a reportagem de Zero Hora, um professor que optou por não ser identificado explicou que o quadro faz parte de uma sala de aula temática do instituto. "Salas ambiente" como essa existiriam há quatro anos e teriam recebido "inúmeros elogios de pais". O local da foto faz referência a diversos períodos da história: há também imagens de Getúlio Vargas e Júlio César, entre outras figuras históricas, além de equipamentos antigos, como uma máquina de escrever e um televisor em preto e branco, assim como uma réplica de urna eletrônica.
A escola informou que emitiria uma nota oficial ainda nesta segunda-feira (21), mas nenhum pronunciamento foi recebido por ZH até a publicação desta matéria.
Advogados consultados pela reportagem, que preferiram não se identificar por não conhecer melhor o caso, apontam que a mera exposição de um quadro, ainda que seja a de um genocida, não configura crime. Eles afirmam que imagens como essa estão disponíveis em livros, em vídeos, na internet, e que só haveria crime se a figura de Hitler fosse utilizada como um exemplo a seguir, se fosse feita apologia ao nazismo — o que não seria o caso da escola.
Para o delegado Paulo César Jardim, que há 15 anos investiga práticas ligadas ao nazismo no Rio Grande do Sul, expor imagens de Hitler em uma sala de aula ou na rua não é algo que possa ser visto com bons olhos. Ele lembra que, em leituras sobre guerras, ideologias e ditadores de impacto histórico, a exposição faz sentido, mas um quadro permanentemente visível traria um outro contexto à figura.
— Não parece o caso de criminalizar — afirma Jardim. — Mas dispor um quadro dessa forma acho que, no mínimo, é uma falta de bom senso.
Via: ZH

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