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Papa Francisco pede que países mudem suas leis para receberem mais imigrantes

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O papa Francisco pediu o acolhimento dos refugiados e defendeu o direito à nacionalidade aos deslocados que nascem em outro país na mensagem para o Dia Mundial do Imigrante e do Refugiado de 2018 divulgada pelo Vaticano nesta segunda-feira (21).
Baseada em quatro pontos, "acolher, proteger, promover e integrar imigrantes e refugiados", a mensagem é um convite à reflexão para a data que é celebrada no próximo dia 14 de janeiro de 2018.
Segundo o Pontífice, "é preciso responder os inúmeros desafios das migrações contemporâneas com generosidade, prontidão, sabedoria e clarividência, cada qual segundo as suas possibilidades" porque "cada forasteiro que bate à nossa porta é uma ocasião para o encontro com Jesus Cristo, que se identifica com o forasteiro ou refugiado de qualquer época".
No texto, Jorge Mario Bergoglio lembra das "repetidas vezes" em que fez apelos por conta da grave crise migratória que atinge a Europa, a maior desde o fim da Segunda Guerra Mundial, e que isso "trata-se, sem dúvidas, de um 'sinal dos tempos'".
Além da esfera religiosa, o Papa pediu que as nações se preocupem mais com as pessoas do que com as questões burocráticas para acolhê-las.
"Considerando o cenário atual, acolher significa, antes de tudo, oferecer a imigrantes e refugiados possibilidades mais amplas de entrada segura e legal nos países de destino. Neste sentido, é desejável um empenho concreto para se incrementar e simplificar a concessão de vistos humanitários e para a reunificação familiar", diz Francisco.
O líder católico voltou a pedir a abertura de "corredores humanitários" e destacou que os governos deveriam "prever vistos temporários especiais para as pessoas que, escapando de conflitos, se refugiam nos países vizinhos".
"As expulsões coletivas e arbitrárias de imigrantes e refugiados não constituem uma solução idônea, sobretudo quando são feitas para países que não podem garantir o respeito da dignidade e dos direitos fundamentais", acrescentou.
No longo texto divulgado pelo Vaticano, o Papa fez um apelo pelas crianças que chegam sozinhas a outras nações e ressaltou que a Convenção Internacional sobre os Direitos das Crianças "oferece uma base jurídica universal para a proteção dos menores migrantes" e que é preciso "evitar qualquer forma de detenção por motivo da sua situação migratória".
O sucessor de Bento XVI ainda destacou a importância da promoção e da integração das diversas culturas que vem junto com os estrangeiros, que é uma "oportunidade de enriquecimento intercultural".
"Insisto mais uma vez na necessidade de favorecer em todos os sentidos a cultura do encontro, multiplicando as oportunidades de intercâmbio cultural, documentando e difundindo as 'boas práticas' de integração e desenvolvendo programas que prepararem as comunidades locais para os processos de integração", diz ainda.
O Pontífice ressaltou que a Igreja Católica está "disponível para se comprometer" com os quatro pontos citados por ele, mas que para "obter os resultados esperados" é preciso que haja também a contribuição do governo e da sociedade em geral.
O tema da imigração é muito caro ao líder católico que, inúmeras vezes, já fez apelos em sermões, viagens e discursos a representantes políticos. No ápice da crise migratória na Itália, ele ainda pediu que cada paróquia italiana acolhesse ao menos uma família de refugiados e ordenou que o Vaticano acolhesse algumas famílias também em seus prédios.
Francisco ainda visitou as ilhas de Lampedusa, na Itália, e de Lesbos, na Grécia, como forma de mostrar sua proximidade ao tema, já que as duas localidades são as que mais recebem imigrantes ilegais vindos através das rotas marítimas do Mediterrâneo.

Via: ansabrasil

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