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Irã e Turquia estão se unindo para enfrentar os EUA na Síria

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As lideranças da Turquia e do Irã anunciaram nesta semana a realização de uma operação conjunta contra os membros do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) na Síria.
Sputnik conversou com especialista em Oriente Médio e editor-chefe do jornal Iran Press, Emad Abshenas, sobre os motivos e as consequências da aproximação das duas potências regionais.
"[O presidente da região do Curdistão iraquiano e líder do Partido Democrático do Curdistão Massoud] Barzani insiste em realizar o referendo sobre a independência do Curdistão. Talvez este seja o motivo da operação conjunta [da Turquia e do Irã]. No entanto, os dois países decidiram que devem realizar a operação conjunta também em função de muitos outros fatores", explicou o analista político.
"Se o referendo sobre a independência dos curdos acontecer, isso agravará a situação nas regiões curdas do Irã e da Turquia. Tudo pode acabar em caos. E a política dos EUA, de armar os curdos, agravará a situação ainda mais. Irã e Turquia temem que os curdos saiam do controle dos EUA e as armas acabem em mãos de grupos inimigos. Isso aconteceu com frequência no Afeganistão, Líbia e outros países, onde os EUA controlavam grupos, que sairam do controle", disse Abshenas.
"Os EUA, com ajuda dos grupos curdos armados, tentaram ocupar regiões com populações árabes no sul da Síria, para transformar em bases militares de combate ao governo sírio. Os iranianos e seus aliados, entretanto, impediram esses planos de se tornarem realidade", afirmou o interlocutor da Sputnik. 
"Segundo as últimas informações, recebidas pelo Irã e pela Turquia, os EUA estão planejando uma outra operação na região de Idlib, com a participação dos combatentes curdos. Desta vez, Irã e Turquia decidiram impedir essa operação com o apoio da Rússia e do governo sírio", alertou o especialista.
"Irã e Turquia, para se opor aos planos dos EUA, precisam cooperar na região para, no futuro, não se tornarem vítimas desses planos. Essas medidas serão necessárias até que os curdos acordem e percebam que os EUA não são um país que realmente se importa com a comida na mesa dos outros", concluiu.
Via: sputniknews


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