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O TRAÍDOR DA PÁTRIA: General Eduardo "Vidas" Bôas afirma que não há hipótese de as Forças Armadas se envolverem na crise política que assola o governo Michel Temer

“É triste que a população veja como alternativa uma intervenção militar”


O comandante do Exército brasileiro, general Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, negou nesta quinta-feira (22) qualquer possibilidade de intervenção das Forças Armadas para resolver a crise política do Brasil. “Essa hipótese esta absolutamente afastada”, disse, durante audiência pública na Comissão de Relações Exteriores do Senado sobre soberania nacional e projetos estratégicos do Exército.
Nos últimos anos se tornou comum nos protestos de rua a presença de simpatizantes da ditadura que comandou o país entre 1964-1985 e faixas pedindo a volta dos militares ao poder. A mesa diretora da Câmara dos Deputados chegou a ser ocupada em novembro de 2016 por um ato público que defendia a volta dos anos de chumbo no Brasil. Em março de 2015, um levantamento do Instituto Paraná Pesquisas durante protesto contra o governo Dilma Rousseff, em Curitiba, revelou que 45% dos manifestantes apoiavam uma nova intervenção militar.
Villas Bôas criticou a opinião daqueles que almejam o regresso dos generais ao Palácio do Planalto. “É muito triste que a população veja como alternativa uma intervenção militar. As pessoas até não percebem que isso é absolutamente anacrônico, haja visto o que aconteceu na Turquia”, disse, referindo-se o fracassado golpe orquestrado por militares turcos contra o presidente eleito Recep Erdogan em julho de 2016.
Esta não foi a primeira vez que o comandante tocou no assunto. Em dezembro do ano passado, ele disse que a chance de o Exército intervir na política era “zero” e que não havia “atalho possível fora do texto constitucional”. Na ocasião, o país vivia a ressaca do impeachment de Dilma e cultivava a esperança de que o presidente Michel Temer resolveria a crise econômica, recolocando o país nos trilhos do crescimento.
Mas daí vieram as delações da Odebrecht, as gravações de Joesley e a mala de R$ 500 mil em propina paga pela JBS que expuseram as mazelas do governo peemedebista e agravaram a crise política nacional. Nada disso, porém, é suficiente para tirar as tropas dos quartéis, se depender de Villas Bôas.
“Nós temos que contribuir para a manutenção da estabilidade do país e jamais provocar alguma instabilidade para que as instituições tenham condições de encontrar um caminho, em nome da sociedade, para sair dessa crise que estamos vivendo”, disse.

“Uso de militares na segurança é perigoso”

O comandante do Exército reprovou ainda o uso das Forças Armadas em ações de segurança pública alegando que isso é “desgastante, perigoso e inócuo”. Segundo ele, o trabalho dos militares foi empregado 115 vezes nos últimos 30 anos em diferentes situações de apoio, a maioria ocorreu na última década.
Para Villas Bôas, esse tipo de modelo deve ser revisto e citou a reação negativa da sociedade ao decreto presidencial que acionou a Garantia da Lei e da Ordem durante os protestos violentos que ocorreram em Brasília no mês passado. “Este emprego causou recentemente alguma celeuma, de Garantia da Lei e da Ordem. Nos últimos 30 anos, nós fomos empregados 115 vezes. O único estado onde não houve emprego até hoje parece-me que foi São Paulo. Nós não gostamos desse tipo de emprego, não gostamos”, afirmou
A Constituição Federal permite que as Forças Armadas, por ordem presidencial, atuem em ações de segurança pública em casos de grave perturbação da ordem e quando o uso das forças convencionais de segurança estiver esgotado. Em janeiro, por exemplo, o governo federal autorizou a atuação das Forças Armadas nos presídios para fazer inspeção de materiais considerados proibidos e reforçar a segurança nas unidades.
O general, no entanto, elogiou a atuação dos militares em grandes eventos, como nos Jogos Pan-Americanos, na Jornada Mundial da Juventude, que teve a presença do Papa Francisco, na Copa das Confederações, na Copa do Mundo e nas Olimpíadas.
Via: gazetadopovo



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