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POBRE FRANÇA: A revolução bolivariana desembarca na campanha presidencial francesa

Em ascenção nas pesquisas Mélenchon propõe adesão da França à Alba e é criticado por opositores


A inclusão em seu programa de uma proposta para a França aderir à Alba, a Alternativa Bolivariana para os Povos da Nossa América, fundada por Fidel Castro e Hugo Chávez, valeu ao líder da França Insubmissa, Jean-Luc Mélenchon, uma chuva de críticas, das quais o candidato presidencial, que não para de subir nas pesquisas, teve que se defender. “Não tenho intenção de fazer uma Cuba na França”, disse neste sábado.
Melenchon e sua filiação bolivariana ganharam esta semana as primeiras páginas da imprensa. “Mélenchon: o delirante projeto do Chávez francês”, mostrava em página inteira o conservador Le Figaro na quarta-feira. Um dia depois, era o progressista Libération que questionava a política estrangeira “seguindo os passos de Chávez e Putin” do candidato esquerdista.
Ainda que estivesse em preto no branco há tempos, parece ter sido esta semana que também se descobriu o item 62 do muito longo – com certeza – programa de Melenchón, intitulado “Construir cooperações altermundistas e internacionalistas”. Especificamente, o que fez soarem os “alarmes” da imprensa e dos políticos franceses é a última proposta desse ponto: “Instaurar uma política de codesenvolvimento com a América Latina e o Caribe unindo-nos à Alba”. A entrada na organização integrada por Venezuela, Cuba, Bolívia, Nicarágua, Dominica, Honduras, Equador, São Vicente e Granadinas e Antígua e Barbuda é algo mencionado também no capítulo 15 de seu programa, dedicado aos territórios ultramarinos da França, especificamente a Guiana e as Antilhas francesas.
À Alternativa Bolivariana para os Povos da Nossa América? À organização criada em 2004 por Castro e Chávez? Muitos levaram de novo as mãos à cabeça diante da proposta de um candidato que além disse postula sair da Otan e até da União Europeia caso ela não se transforme profundamente conforme seus termos. A França poderá “despertar um dia dentro da Aliança Bolivariana”, ironizou o centrista Emmanuel Macron, o candidato mais assustado com a ascensão de Mélenchon. “Não proponho sair da UE para entrar na Alba! Como podem me achar tão estúpido a ponto de ter tal ideia?”, respondeu, indignado, o líder esquerdista na noite de sexta-feira na rede TF1.
Mélenchon passou à defensiva. Dedica a metade de seu último programa semanal no YouTube a defender a ideia de adesão à Alba, que, ressalta, é limitada aos territórios franceses do outro lado do Atlântico, Guiana e as Antilhas. E em entrevista ao jornal Ouest-France publicada no sábado afirma também que não tem a intenção de “fazer uma Cuba na França”. Tanto Castro como Chávez “estão mortos. Eu os defendi em circunstâncias em que foram atacados (…), mas nunca aprovei a forma como Cuba está organizada politicamente”, declara.
Mélenchon se mostra muito mais seco a respeito da Venezuela, cujo presidente atual, Nicolás Maduro, mal menciona publicamente, assim como tampouco não fala dos protestos das últimas semanas nem das internacionalmente criticadas medidas do chavismo, como a logo revertida tentativa de tirar atribuições da Assembleia Nacional, nas mãos da oposição, ou a recente inabilitação do líder oposicionista Henrique Capriles. “Apoiei Chávez contra a agressão norte-americana. Hoje o problema desse país é principalmente o preço do petróleo. Não é minha culpa”, afirma Mélenchon.
Via: brasil.elpais

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