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Será que estamos a beira de um incidente diplomático com os EUA?! [RELATÓRIO]

Site levanta dúvida sobre edição de vídeo dos nadadores; polícia investiga



O site americano TMZ publicou um artigo em que afirma que o nadador Ryan Lochte não mentiu ao dizer que foi assaltado no Rio – ao contrário do que aponta a investigação. Segundo a publicação, o vídeo das câmeras de segurança que desmentiria a versão do atleta foi editado, eliminando as imagens do roubo. A Polícia Civil do Rio de Janeiro disse nesta quinta-feira (18) que as imagens ainda serão periciadas.
O TMZ atribuiu a informação sobre a suposta edição do vídeo a “fontes ligadas diretamente ao nadador”, ressaltando que faltam três minutos do vídeo registrado no posto de combustíveis onde ocorreu a confusão envolvendo Lochte e os outros três nadadores, James Feigen, Gunnar Bentz e Jack Conger.
Ainda segundo o TMZ, nas imagens retiradas na edição do vídeo constaria a suposta cena em que os nadadores são retirados do táxi por homens armados. O site ressalta que Lochte teria confundido o uniforme usado pelos seguranças do posto com a farda policial.
O TMZ ressaltou, no entanto, que a fonte ouvida disse ser “um problema” o fato de Lochte ter dito que o assalto ocorreu no trajeto rumo a Vila Olímpica, e não num posto de combustível.
Atleta confirmou que não houve assalto, diz delegado
O chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Fernando Veloso, afirmou em coletiva na tarde desta quinta-feira (18) que um dos dois atletas que prestaram depoimento, Gunnar Bentz ou Jack Conger – Veloso não soube precisar qual dos dois –, confirmou a conclusão da polícia, de que não houve assalto, mas uma confusão no posto de gasolina.
Questionado sobre uma possível edição nas imagens registradas pelas câmeras de vigilância do posto de combustíveis, Veloso afirmou que elas serão periciadas e que o laudo irá apontar se houve ou não qualquer edição.

Fernando Veloso foi categórico ao garantir que a versão sobre assalto é mentirosa. "O carioca viu nome da cidade manchado por essa versão fantasiosa. Seria nobre e digno pedir desculpas. Por hora, não houve [o pedido]", disse.
O delegado esclareceu que os nadadores podem vir a ser criminalizados pela farsa. "Em tese, eles podem vir a responder por falsa comunicação de crime e dano ao patrimônio", explicou o chefe da Polícia Civil, ressaltando, porém, que a conduta dos nadadores ainda está sendo individualizada pela investigação.

Nadador confirma que não houve assalto, diz chefe da Polícia do Rio

Um dos quatro nadadores americanos que teriam sido assaltados no Rio no domingo (14)afirmou à polícia que o crime, na realidade, não aconteceu. O chefe da Polícia Civil, Fernando Veloso, disse em entrevista coletiva que os atletas Gunnar Bentz e Jack Conger foram ouvidos pela polícia nesta quinta-feira (18). Um deles – Veloso não soube precisar qual dos dois – confirmou a conclusão da polícia de que não houve assalto, mas uma confusão em um posto de gasolina
Segundo Veloso, as responsabilidades de cada um dos nadadores serão analisadas antes de concluir se eles vão responder criminalmente. O chefe da Polícia Civil disse que ainda não é possível afirmar de que crimes os atletas podem ser acusados e que eles provocaram "atos de vandalismo" no banheiro do posto. Por isso, foram impedidos por seguranças de deixar o local.
"Em tese, eles podem vir a responder por falsa comunicação de crime e dano ao patrimônio", explicou Veloso. "O carioca viu o nome da cidade manchado por essa versão fantasiosa. Seria nobre e digno pedir desculpas. Por hora, não houve [o pedido]".
Confusão em posto
Na confusão ocorrida no posto, o 12 vezes medalhista olímpico Ryan Lochte seria o mais exaltado, segundo o depoimento de um dos nadadores.
Veloso, no entanto, ressaltou que seria "prematuro" atribuir ao atleta a invenção da mentira. Lochte é o único dos quatro nadadores envolvidos no caso que já deixou o país, embarcando antes de ter o passaporte retido por decisão da Justiça brasileira.
Gunnar Bentz e Jack Conger eram ouvidos na Delegacia de Atendimento ao Turista (Deat), responsável pela investigação, na tarde desta quinta. Na quarta à noite, eles foram retirados de dentro do avião após um mandado judicial
Para Veloso, não há necessidade de manter Bentz e Conger no Brasil e cabe à Justiça decidir quando os passaportes serão devolvidos aos nadadores. Segundo a polícia, o quarto nadador, James Feigen, já manifestou, por meio de advogados, que vai colaborar com a investigação
Mentira para namorada
Segundo Veloso, uma das linhas de investigação é de que os nadadores inventaram o assalto para tentar enganar a namorada de um deles. Testemunhas contaram que eles ficaram com meninas na festa onde estavam. Outras hipóteses, no entanto, não estão decartadas.
A polícia deu mais detalhes também sobre o momento da confusão do posto. A polícia confirmou que os seguranças do local sacaram a arma para conter os nadadores e que elas estão legalizadas.
"Se houve arma apontada para eles? Sim. Arma foi empregada para contê-los", disse o chefe da Polícia Civil. "Nada indica que houve excesso do segurança ao usar força", acrescentou. Veloso disse ainda que até o momento não há indícios de que o segurança tenha usado a arma para extorquir dinheiro dos nadadores.
Ele confirmou que os seguranças do posto trabalham para forças de segurança, mas não quis especificar qual delas.O delegado disse ainda que não há elementos até o momento que confirmem a teoria, levantada por um jornalista, de que, por não falarem português, os nadadores podem ter confundido a abordagem do segurança armado com uma tentativa de extorquí-los.
Segundo Veloso, uma das testemunhas ouvidas pela polícia falava inglês e teria tentado intermediar o contato entre os seguranças e funcionários do posto e os nadadores.
Vídeo mostra tumulto
Imagens obtidas pela TV Globo mostram os nadadores saindo do banheiro do posto. Segundo a polícia e funcionários do local, eles depredaram o banheiro. Por isso, teriam sido impedidos por seguranças de deixar o estabelecimento, que fica na Barra da Tijuca, no caminho entre a Lagoa, onde estavam em uma festa, e a Vila Olímpica. (veja no vídeo acima)
As imagens mostram um dos nadadores levantando as mãos enquanto os segurança os abordam. A Globo teve acesso com exclusividade aos depoimentos dos funcionários do posto, que contaram o que viram na manhã de domingo. Veja aqui alguns detalhes dos depoimentos.
“A única verdade que eles contaram é que eles estavam bêbados”, disse o chefe de Polícia Civil do Rio.
Impedidos de embarcar
Na noite desta quarta-feira (17), os nadadores americanos Gunnar Bentz e Jack Conger foramimpedidos de embarcar em um voo de volta aos EUA pela Polícia Federal (PF). Pouco antes, a Justiça havia mandado apreender o passaporte dos dois, para que prestassem depoimento, como testemunhas.
A polícia vai enviar por ofício ao FBI uma relação de perguntas para que Ryan Lochte responda, dos EUA, por carta precatória.
As duas decisões de proibir a saída dos nadadores foram do Juizado Especial do Torcedor e Grandes Eventos, a pedido da Polícia Civil. A Polícia Federal notificou então o Consulado dos EUA e o Comitê Olímpico americano para impedir a saída dos nadadores.
Em nota, o Comitê Olímpico Americano informou que o time de natação deixou a Vila logo após o fim das competições e que, por questões de segurança, não poderia confirmar a localização de cada atleta.
As imagens mostram um dos nadadores levantando as mãos enquanto os segurança os abordam. (Foto: Reprodução / TV Globo)As imagens mostram os nadadores sentados no chão do posto (Foto: Reprodução/TV Globo)
Instigados a dar mais detalhes do assalto, Feigen e Lochte haviam dito que não se lembravam porque estavam muito bêbados após deixarem a festa. A polícia ainda procura o taxista que teria levado os nadadores da Lagoa à Vila Olímpica.
Em entrevista à rede de TV norte-americana NBC, já nos EUA, Ryan Lochte deu uma terceira versão para o suposto assalto, diferente da que havia contado em uma outra entrevista no domingo e do que relatou à polícia em depoimento.
Lochte disse também que, ao depor na polícia no Rio, foi tratado com muita cordialidade, que os policiais fizeram poucas perguntas e não pediram que ele ficasse para as investigações. Na entrevista, o nadador reclamou que estava sendo tratado como suspeito, quando é vítima.

Agente penitenciário que rendeu nadadores diz que não houve violência: ‘Não encostamos neles’

Em entrevista ao EXTRA, o agente penitenciário que rendeu os quatro nadadores americanos num posto de gasolina na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, afirmou que não houve violência contra os atletas na ocasião. Segundo seu relato, o homem só puxou a pistola do coldre quando achou que Ryan Lochte atacaria seu amigo, que também é agente penitenciário no estado de Minas Gerais.
— Eles estavam visivelmente alterados e não foram agredidos. Não encostamos a mão neles. Só saquei a arma porque o de cabelo branco (Lochte) estava indo em direção ao meu amigo, que estava de costas. Achei que ele podia tentar agredi-lo. Tive que intervir. E não mandei ninguém deitar no chão nem apontei arma para a cara de ninguém. Falei para se abaixarem e saquei a arma. Acho que, nos Estados Unidos, é comum deitarem no chão. Por isso fizeram esse gesto. Mas não foi uma ordem minha. Tudo aconteceu dentro da legalidade — afirma o homem, de 34 anos, que pediu para não ter a identidade revelada.
O agente teve um papel chave nas investigações da Polícia Civil que desmontaram a farsa montada pelos atletas, que afirmaram terem sido vítimas de um roubo. Foi ele quem procurou a polícia para denunciar a mentira dos nadadores.
— Até ontem (quarta-feira), não sabia que eles eram atletas. Não vejo muita TV. Um amigo me mostrou uma reportagem e reconheci o Lochte. Como não fiz nada errado, procurei a polícia — conta.
Gunnar Bentz e Jack Conger chegam para depor na DEAT
Gunnar Bentz e Jack Conger chegam para depor na DEAT Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo
O agente diz que não trabalha como funcionário do posto, mas frequenta muito o local.
Imagens mostram placa quebrada
A íntegra das filmagens feitas por câmeras de segurança do posto de gasolina na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, revelam que os quatro nadadores americanos permaneceram no local por 12 minutos — das 6h06m às 6h14m. A filmagem mostra, com clareza, a placa publicitária do local quebrada pelos atletas, segundo depoimentos dos funcionários à Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (Deat). O material, inclusive, é carregado para a frente do posto por um funcionário.
Nadadores chegaram de carro à delegacia
Nadadores chegaram de carro à delegacia Foto: Agência O Globo
Em depoimento, um dos empregados do posto afirma que “viu que os homens haviam arrancado e quebrado o quadro de anúncios do estabelecimento”. O homem ainda afirma ter corrido atrás dos nadadores e dito, em português “Vocês quebraram a placa”, sem sucesso.
Segundo a Polícia Civil, Ryan Lochte e James Feigen relataram ter sofrido um assalto que não ocorreu. Por isso, foram indiciados por falsa comunicação de crime.
Via: G1 / Extra

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