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CAOS E CRISE: O cenário da nossa economia apocalíptica [RELATÓRIO]

A maior depressão da história econômica brasileira


O economista Armando Castelar é capaz de apresentar uma análise detalhada sobre a atual crise econômica e política do país, ao mesmo tempo em que projeta seus desdobramentos em um futuro carregado de desafios para a sociedade brasileira. Os passivos que estão se formando agora na condução da política fiscal devem cobrar um preço alto mais à frente, na sua visão. Ao contrário das crises agudas do passado, desta vez não está presente o colapso do financiamento externo, o que retira o senso de urgência que poderia impulsionar reformas estruturais. 

Coordenador de Economia Aplicada do Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), Castelar não tem dúvida em afirmar que o país atravessa a maior depressão de sua história econômica documentada, desde o início do século 20. A prolongada queda no Produto Interno Bruto (PIB) terá um efeito corrosivo, a ponto de levar a uma década perdida, com a perspectiva de contaminar um período ainda mais amplo. 

A conversa com o blog aconteceu antes da decisão de ontem da agência de classificação de risco Standard & Poor’s de impor um novo rebaixamento à nota de crédito brasileira. E da divulgação feita há pouco pelo Banco Central do Índice de Atividade Econômica (IBC-BR), que registrou uma queda de 4,08% no ano passado. São informações que tornam ainda mais sombrio o quadro econômico retratado por Castelar. Os principais trechos da entrevista estão a seguir.

Dólar fecha em alta após novo corte da nota do Brasil pela S&P


Acompanhe a cotação ao longo do dia:
Às 9h10, queda de 0,32%, a R$ 3,9809.
Às 9h30, queda de 0,4%, a R$ 3,978.
Às 9h50, alta de 0,11%, a R$ 3,9985.
Às 10h, alta de 0,27%, a R$ 4,0049.
Às 10h10, alta de 0,5%, a R$ 4,0142.
Às 10h20, alta de 0,71%, a R$ 4,0227.
Às 11h, alta de 0,61%, a R$ 4,0187.
Às 11h39, alta de 0,53%, a R$ 4,0155.
Às 12h10, alta de 0,26%, a R$ 4,0044.
Às 13h, alta de 0,38%, a R$ 4,0092.
Às 13h20, alta de 0,65%, a R$ 4,0202.

Às 14h48, alta de 0,77%, a R$ 4,0246.
Às 15h57, alra de 1,06%, a R$ 4,0363.
Na semana e no mês, o dólar acumula alta de 1,49% e 0,61%, respectivamente. No ano, há valorização de 2,56%.
"Consideráveis" desafios políticos e econômicos levaram a Standard & Poor's a rebaixar, no final da tarde passada, a nota de crédito do Brasil para "BB", de "BB+", e manter a perspectiva negativa.
A reação nos mercados na véspera foi limitada porque o país já era classificado como grau especulativo pela agência, mas alguns investidores usavam nesta sessão a notícia como gatilho para voltar a comprar dólares após a intensa queda vista na quarta-feira, informou a Reuters.
Dólar nos últimos dias
Veja a variação do valor de fechamento em R$
3,89413,913,93553,98373,98953,99634,07053,9944,049cotação04/0205/0210/0211/0212/0215/0216/0217/0218/023,93,9544,054,13,85
Gráfico elaborado em 18/02/2016
"O 'downgrade' veio muito perto do fim do pregão, o movimento de ontem foi muito instintivo. Agora, o mercado teve tempo de pensar e pode se ajustar enquanto avalia se o corte estava no preço", disse o operador da corretora B&T Marcos Trabbold à agência.
A moeda brasileira vem sendo pressionada sobretudo por preocupações com as perspectivas fiscais do Brasil. Investidores temem que turbulências políticas levem o governo a afrouxar a austeridade que vem prometendo.
A apreensão doméstica levava o real a se descolar de outros mercados emergentes, onde o dólar perdia terreno. A alta dos preços do petróleo e expectativas de que o Federal Reserve (Fed) deve demorar para voltar a elevar os juros nos Estados Unidosalimentavam a demanda por ativos de maior risco.
Ação do BC
Nesta manhã, o Banco Central deu continuidade ao seu programa diário de interferência no câmbio e promoveu mais um leilão de rolagem dos swaps que vencem em março, vendendo a oferta total de 11,9 mil contratos. Ao todo, o BC já rolou US$ 6,387 bilhões, ou cerca de 63% do lote total, que equivale a US$ 10,118 bilhões, informou a Reuters.
O dólar passou a operar em alta nesta quinta-feira (18), acima de R$ 4, após a Standard & Poor's rebaixar a nota de crédito do Brasil para "BB", ante "BB+" na véspera, mantendo a perspectiva negativa. Além disso, os investidores seguem apreensivos com a situação fiscal do Brasil e as incertezas políticas, de acordo com a Reuters.
A moeda norte-americana subiu 1,38%, vendida a R$ 4,049, após atingir R$ 3,9743 na mínima da sessão e R$ 4,0520 na máxima. Veja a cotação do dólar hoje.

atividade econômica tem pior queda desde 2003; lucro da Natura cai 35% no 4º trimestre


A atividade econômica em 2015 apresentou o pior desempenho já registrado pelo Banco Central (BC). O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) teve queda de 4,08% no ano passado, o pior resultado da série histórica, que tem início em 2003. O segundo pior resultado ocorreu em 2009, período de crise econômica mundial, quando houve retração de 1,71%. Em 2014, comparado com o ano anterior, a queda ficou em 0,15%, de acordo com dados revisados divulgados hoje pelo BC.
Segundos dados do BC, no último trimestre do ano comparado com o terceiro trimestre, houve queda de 1,87%, de acordo com os dados dessazonalizados (ajustados para o período). Em relação ao quarto trimestre de 2014, a queda foi maior: 6,34% nos dados sem ajustes, já que a comparação é entre períodos iguais. Em dezembro, o IBC-Br também registrou retração de 0,52 %, na comparação com novembro. Comparado a igual mês de 2014, o recuo ficou em 6,51%.
Lucro da Natura cai 35% no 4º trimestre
A Natura (BOV:NATU3) informou ontem  queda de 35% do seu lucro líquido no quarto trimestre, na comparação com os mesmos meses de 2014, pressionada pelas vendas mais fracas no Brasil. A companhia ganhou R$ 145,4 milhões no período. Em 2015, o lucro somou R$ 513,5 milhões, uma baixa de 29,9% contra os 12 meses anteriores. A receita líquida da especializada em cosméticos subiu 6,9% de outubro a dezembro de 2015, para R$ 2,33 bilhões. Já seu lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebtida, na sigla em inglês) foi de R$ 453,2 milhões no período, uma perda de 7,8%.
Usiminas tem prejuízo maior do que o esperado no 4º tri, de R$ 1,6 bilhão
A siderúrgica Usiminas (BOV:USIM5) informou prejuízo líquido superior às estimativas dos analistas, de R$ 1,6 bilhão entre outubro e dezembro do ano passado. O mercado aguarda perdas de R$ 464 milhões para o trimestre. A geração de caixa medida pelo Ebtida da empresa ficou negativa em R$ 1,82 bilhão, assim como o Ebitda ajustado, que ficou negativo em R$ 250 milhões.
Braskem lucra R$158 milhões 4º trimestre
A petroquímica Braskem (BOV:BRKM5) lucrou R$ 158 milhões no quarto trimestre, ante perdas de R$ 24 milhões no ano anterior. A geração de caixa da companhia, medida pelo Ebitda, totalizou R$ 2,234 bilhões, um avanço de 65% também em bases anuais.
Fazenda: novo rebaixamento não afeta perspectiva de recuperação da economia
O novo rebaixamento do Brasil pela agência de classificação de risco Standard & Poor’s não alterará a perspectiva de recuperação da economia brasileira no médio prazo, informou o Ministério da Fazenda na noite de ontem. Em nota, a pasta reafirmou que continua trabalhando para alcançar o reequilíbrio fiscal e criar condições para a retomada do crescimento e assegurou que o governo mantém a capacidade de honrar os compromissos.
Belo Monte aciona primeira turbina, em fase de teste
A primeira turbina da Usina Hidrelétrica Belo Monte, no Rio Xingu (PA), foi ligada ontem com capacidade de gerar 611,1 megawatts (MW). Este foi o primeiro teste dinâmico para observar e ajustar o funcionamento da primeira das 18 turbinas da casa de força principal da hidrelétrica. De acordo com a Norte Energia, empresa responsável pela construção e operação da usina, em pouco menos de um mês, Belo Monte estará gerando energia comercialmente nas duas casas de força.

Emprego na indústria brasileira teve queda histórica em 2015, diz IBGE


Se uma indústria vende menos, o empresário pisa no freio e reduz a produção. Quando isso acontece, a fábrica precisa de menos trabalhadores e acaba com menos dinheiro para pagar os salários dos empregados, o que gera as demissões. 
“Nesse ambiente de baixo investimento, baixa perspectiva de consumo e produção em queda as empresas acabam não contratando”, fala Vinícius Botelho, pesquisador IBRE-FGV.
Em 2009, no auge da crise econômica mundial, o emprego na indústria teve uma queda brusca de 5%. No ano seguinte o setor se recuperou um pouco (2010 +3,4%), desde então, só baixas e 2015 fechou com a maior queda desde que o levantamento iniciou, em 2002.
A indústria brasileira teve uma queda histórica na geração de empregos. Segundo o IBGE, o ano passado fechou com o pior desempenho nos últimos 14 anos.
A indústria cortou vagas em todos os setores. As quedas mais significativas foram na produção de máquinas e aparelhos eletrônicos e de comunicação (-13,9%); meios de transporte (-11,4%); produtos de metal (-10,7%); máquinas e equipamentos (-8,3%). Houve queda também nos rendimentos. Os salários tiveram redução de quase 8% (-7,9%).
Via: G1 / advfn


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