Para combater o ISIS, Donald Trump propõe ‘fechar a internet’

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Republicano afirma que defensores da liberdade de expressão são ‘tolos’




WASHINGTON — Agências de inteligente e governos vem alertando sobre a capacidade de propaganda do Estado Islâmico pelas rede global de computadores, e o tema se tornou assunto para os pré-candidatos à presidência dos EUA. Na noite desta segunda-feira, em discurso na Carolina do Sul, o republicano Donald Trump propôs sua solução: fechar a internet.
— Nós estamos perdendo muitas pessoas por causa da internet e temos que fazer algo — afirmou Trump. — Nós precisamos procurar Bill Gates e muitas pessoas diferentes que realmente entendam o que está acontecendo. Nós precisamos dizer a eles, talvez em determinadas áreas, fechar aquela internet de alguma forma.
De acordo com Trump, é preciso fazer algo com a internet porque ela “está recrutando (americanos) aos milhares, eles estão deixando o nosso país”. Para os que defendem a liberdade de expressão, o pré-candidato foi duro e direto: “essas pessoas são tolas”.
Entretanto, o republicano não apresentou soluções em como os EUA poderiam fechar a internet para os grupos extremistas. A missão não é impossível, alguns países com regimes autoritários mantém programas semelhantes. Na China, todos os pacotes são filtrados para determinadas palavras; no Egito, a rede foi cortada no auge dos protestos da Primavera Árabe. Mas no ocidente, são poucos os países que exercem alguma regulação sobre a rede, exceto para casos específicos, como a pedofilia.
E “fechar a internet” em determinadas áreas é algo ainda mais complexo. Isso requereria ação das operadoras de cabo, satélite e telefonia, e afetaria o público geral. Nos EUA, por exemplo, seria necessário que todas as companhias de telecomunicações desligassem torres de celular e redes de fibras.
BEZOS QUER MANDAR TRUMP PARA O ESPAÇO
Em outro episódio polêmico, Trump usou o Twitter (que não funcionaria sem a internet) para acusar o diretor executivo da Amazon e dono do “Washington Post”, Jeff Bezos, de usar o deficitário jornal para influenciar a opinião pública em benefício da gigante do varejo on-line.
A resposta de Bezos veio rápida. Também pelo Twitter, o executivo afirmou ter reservado um assento para Trump no foguete Blue Origin, para mandá-lo para o espaço. Recentemente, a companhia aerospacial de Bezon demonstrou pela primeira vez o uso de foguetes reutilizáveis, o que pode abrir as portas para o turismo espacial.

Via: Oglobo



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