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COP21: O ultimato do clima


A 21ª Conferência do Clima (COP21), que prevê a adoção de um tratado vinculante histórico sobre as emissões de gases, acontecerá entre os dias 30 de novembro e 11 de dezembro, e contará com a presença de quase uma centena de chefes de governo e de Estado em sua jornada inaugural.
 
Nos últimos anos, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, destacou a importância que a COP21 terá para frear o impacto das mudanças climáticas em todo o mundo, e em particular no hemisfério sul.
 
“Esperamos que exista a maior cobertura e a maior participação possível da sociedade civil na COP21”, declarou o porta-voz adjunto da ONU, Farhan Haq.
 
“Somos conscientes dos problemas de segurança na França neste momento difícil, mas confiamos que as considerações de segurança podem ser colocadas de forma a garantir o acesso significativo de público à conferência”, acrescentou.
 
Os jornalistas que solicitaram credenciamento também temem possíveis restrições, tanto por razões de espaço quanto de segurança, segundo fontes de Paris.
 
A sede da conferência pode alojar até 20 mil pessoas, a metade delas ligadas aos governos, a outra metade formada por convidados e representantes da ONU, jornalistas e ativistas das ONG.
 
Jean-François Julliard, diretor do Greenpeace na França, falou com o IPS: “estamos à espera do que dirão as autoridades francesas, se a marcha em Paris pode ser realizada de forma segura, assim como outros eventos em torno das negociações climáticas. Esperamos uma grande quantidade de pessoas presentes”.
 
“Nós do Greenpeace queremos que ela aconteça. Mas o que for decidido nós acataremos, sabendo que em centenas de povoados e cidades de todo o mundo haverão marchas por Paris e pela nossa humanidade. É uma visão de cooperação humana que os assassinos tentaram destruir na noite do 13 (de novembro). Sem nenhuma dúvida, eles precisam fracassar”, afirmou Julliard.
 
Com ou sem marcha, milhares de pessoas que participarão da COP21 usarão sua imaginação coletiva para projetar suas vozes nos debates climáticos da ONU.
 
“E quando o façam, essas vozes soarão com força nos ouvidos dos políticos dentro desse centro de conferências. Vão ter que nos escutar em Paris e em todo o mundo, todos os que tenham poder para decretar o fim da era dos combustíveis fósseis”, concluiu Julliard.
 
Numa coletiva realizada na segunda-feira (16/11), perguntaram ao porta-voz da ONU, Stephane Dujarric, sobre a possibilidade de que mais de mil jornalistas, incluindo correspondentes da ONU, sejam excluídos da COP21.
 
“Obviamente, queremos que os jornalistas estejam presentes. Consultarei os responsáveis por organizar o credenciamento e logo responderei”, declarou.
 
Em comunicado difundido na mesma segunda, a organização ActionAid expressou que a Coalizão Climat 21 e todas as ONG que a integram expressavam sua solidariedade com as vítimas dos atentados do dia 12, em Beirute, e também as do dia 13, em Paris, assim como com suas famílias e seres queridos.
 
“O mundo que sempre defendemos não é o que vimos naquela noite. O mundo que defendemos é o da paz, da justiça, da luta contra a desigualdade e em favor do planeta”, declarava o comunicado.
 
“Nossa luta por justiça climática não cessará. Temos o dever de nos levantarmos e seguir lutando por um planeta justo e habitável para todos. Nos manteremos mobilizados para construir um mundo sem guerras nem atrocidades, sem os estragos da crise climática. Seguiremos entregando soluções e alternativas para lutar contra as mudanças climáticas”, assegurou Climat 21.
 
“Acreditamos que a COP21 não pode deixar de ter a participação e as mobilizações da sociedade civil na França. Portanto, não faltarão nossos esforços para manter todas as mobilizações previstas. Seguiremos trabalhando em consulta com as autoridades, para garantir a segurança de todos os participantes”, continuou o comunicado.
 
É importante recordar que essa mobilização será mundial e que centenas de milhares de pessoas se congregarão durante as duas semanas de negociações da COP21, com representantes de todo o mundo presentes em Paris, recordou a Climat 21.
 
A Organização Mundial de Saúde (OMS) advertiu que as mudanças climáticas já provocam dezenas de milhares de mortes todos os anos, devido às mudanças dos padrões das doenças, fenômenos meteorológicos extremos, como as ondas de calor e inundações, e a degradação da qualidade do ar, a menor capacidade de produção de alimentos, a crise hídrica, a falta de saneamento, entre outros problemas.
 
A COP21 “oferece ao mundo uma grande oportunidade, não só para alcançar um sólido acordo internacional sobre o clima, mas também para proteger a saúde das gerações atuais e futuras. A OMS considera que a reunião de Paris trata também de saúde pública, com o potencial de salvar vidas em todo o mundo”, declarou a organização.
 
A OMS estima que somente em 2012 morreram sete milhões de pessoas por doenças relacionadas com a contaminação do ar. Se calcula que as mudanças no clima do planeta provocarão 250 mil mortes adicionais por ano, devido à malária, diarreia, insolação e desnutrição entre 2030 e 2050. As crianças e mulheres, os habitantes pobres dos países mais vulneráveis e os idosos serão os mais afetados por essa situação.

Via: cartamaior


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