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Caças norte-americanos visam conter ‘agressão russa’ na Turquia


O Departamento da Defesa norte-americano instalou uma nova esquadra de caças na Turquia. Enquanto os caças alegadamente visam proteger os bombardeiros norte-americanos que alvejam instalações do Estado Islâmico, oficiais sêniores da defesa norte-americana afirmam que o outro objetivo dos caças na Turquia é conter a “agressão russa”.

A operação aérea da coalização internacional liderada pelos EUA decorre há já um ano. Na operação estão envolvidos bombardeiros B-1 e aviões de assalto A-10 e AC-130. Estes nunca foram realmente ameaçados no decorrer da operação.
Todavia, o Pentágono decidiu de imediato que estes aviões devem ser protegidos por 6 caças F-15Cs.
“A pedido do governo turco, caças F-15Cs da Força Aérea norte-americana que chegaram na semana passada realizarão patrulhas aéreas militares para ajudar a proteger o espaço aéreo turco”, disse a porta-voz do Pentágono, Laura Seal.
Ao mesmo tempo, de acordo com um oficial da defesa norte-americana que preferiu ficar anónimo, em declarações ao jornal USA Today, o destino principal dos F-16Cs é assegurar a defesa contra hipotéticos ataques de caças russos e sírios.
Não obstante ambas as operações militares, da Rússia e da Síria, estarem focadas na luta contra o Estado Islâmico, o Pentágono indica a breve violação do espaço aéreo turco por caças russos como uma justificação.
“A Turquia enfrenta uma instabilidade crescente ao longo da fronteira com a Síria e o Iraque e o comportamento irresponsável durante ações militares na região”, disse Seal. “Isso inclui intrusões da Rússia no espaço aéreo da Turquia e, consequentemente, da OTAN em outubro”.
David Deptula, antigo piloto da Força Aérea norte-americana que agora chefia o Instituto Mitchell de Estudos Aeroespaciais, destacou que a presença dos F-15Cs não deve ser considerada como uma provocação.
“Os militares, ao planear as operações, consideram todos os potenciais incidentes. Assim, um conflito com a Rússia não é algo que os EUA ou a Rússia queriam que ocorra”, disse ao USA Today.
Entretanto, a decisão da Rússia de instalar sistemas de mísseis na Síria foi chamada de provocação. Moscou sublinhou que é uma medida de precaução para o que possa acontecer.
Na semana passada o comandante da Força Aeroespacial russa, Viktor Bondarev, disse que a Rússia considera todas as ameaças potenciais. “Por exemplo, o roubo de um avião em um país vizinho da Síria ou a necessidade de fazer fogo em resposta. Temos de estar preparados para isso”. 
Os caças F-16Cs foram enviados ao mesmo tempo que a administração Obama anunciou o plano de enviar até 50 conselheiros das Forças Especiais norte-americanas para a Síria. Uma vez que estas decisões contradizem as promessas do presidente norte-americano de não se envolver em guerras no terreno no Oriente Médio, muitas pessoas se mostram céticas sobre este passo das autoridades dos EUA.
Via: sputniknews


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