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COBAIAS: Um grupo de mulheres da Guiné é naturalmente imune ao ebola

Um grupo de virologistas britânicos tenta, agora, determinar o motivo dessa imunidade natural



Um estudo feito com sobreviventes de ebola na África ocidental descobriu um grupo de mulheres que parece ser, naturalmente, imune ao vírus. O ebola é um vírus altamente contagioso – presente nas secreções, sangue, saliva e fezes dos infectados. Desde meados de 2014, o virologista Miles Carroll estuda um grupo de sobreviventes da epidemia em Serra Leoa, República da Guiné e Libéria. O estudo ainda não foi concluído. Os resultados mais surpreendentes até agora, de acordo com o jornal The Guardian, dizem respeito ao grupo de mulheres que, apesar do contato com o vírus, nunca desenvolveram a infecção. Elas não adoeceram.
O estudo acompanhou 60 mulheres, 25 das quais viviam no vilarejo de Guéckédou onde, acredita-se, a recente epidemia de ebola começou. Ainda que expostas ao vírus, elas não desenvolveram a doença – os cientistas supõem que seus sistemas imunológicos foram rápidos e poderosos, e combateram o vírus no organismo antes de ele se estabelecer. Ainda não está clara qual a diferença entre essas mulheres e o restante da população que acabou infectada: “Talvez essas pessoas sejam geneticamente únicas”, disse Carroll ao The Guardian. Ele tenta, agora, entender os motivos dessa imunidade.
O estudo também tenta entender como os sobreviventes do ebola se mantém protegidos contra o vírus depois de vencida a infecção. Antes da epidemia na África, os cientistas supunham que, se alguém fosse infectado e sobrevivesse, essa pessoa estaria imunizada pelo resto da vida. Comprovar essa teoria era difícil porque era pequeno o número de sobreviventes.
As observações de Carrol mostram que os sobreviventes têm uma resposta imune 10 vezes mais forte do que pessoas que foram imunizadas através de vacinas. A teoria de Carrol é de que isso acontece porque o vírus sobrevive nessas pessoas, em pequenas quantidades, em regiões do corpo de difícil acesso para as células do sistema imune – como as gônadas e a medula espinhal. Aos poucos, elas se infiltram no sangue, em pequenas quantidades. O sistema imunológico, já alerta, mata o vírus quase que imediatamente. Esses constantes “vazamentos “ de vírus na corrente sanguínea mantêm o sistema imunológico atento.

Via: epoca
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