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A casa branca mentiu? Então Como foi a verdadeira morte de Bin Laden?

 

O prestigiado jornalista norte-americano Seymour Hersh veio a público com uma nova teoria sobre a morte do chefe da Al Qaeda. A ser confirmada, será um factor de embaraço para os EUA, a Arábia Saudita e o Paquistão.

A versão corrente sustenta que a CIA localizou Bin Laden e o Pentágono organizou, sob rigoroso sigilo, a operação noturna para liquidá-lo, em 2 de Maio de 2011. As autoridades paquistanesas não terão sido avisadas até os helicópteros já estarem no seu espaço aéreo, com uma operação rigorosamente cronometrada e sem lhes dar tempo para responderem.

As tropas especiais norte-americanas ter-se-ão apressado a deixar o local, na cidade de Abbotabad, levando o cadáver, para não serem atacadas por forças paquistanesas. Depois, terão lançado o cadáver ao mar.
Como foi a verdadeira morte de Bin Laden?
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Fadi Al-Assaad. Reuters

 As autoridades paquistanesas tinham Bin Laden preso?

Num artigo agora publicado na London Review of Books, Hersh sustenta que toda esta versão é falsa. Do seu ponto de vista, o que sucedeu foi Bin Laden ter-se escondido numa zona tribal do Paquistão após a invasão do Afeganistão. Aí viveu, segundo Hersh, entre 2001 e 2006. Nessa altura, o ISI (serviço secreto paquistanês) capturou-o, após suborno de algum dos seus anfitriões.

No entanto, as autoridades paquistanesas optaram por manter secreta a captura do chefe da Al Qaeda. Segundo Hersh, era principalmente a Arábia Saudita que tinha interesse em evitar a entrega deste aos EUA e que terá pago ao Paquistão uma elevada soma para que, em troca, mantivesse Bin Laden preso na residência fortificada de Abbotabad.

Ainda segundo o jornalista norte-americano, a CIA veio a saber do acordo secreto através de um agente do ISI, que lho revelou em troca de uma parte da recompensa de 25 milhões de dólares que era oferecida por informações conducentes à localização de Bin Laden.

A CIA começou por manter a simulação de ignorância e por tratar de confirmar a denúncia recebida. Quando considerou confirmada a presença de Bin Laden em Abbotabad, confrontou o Governo paquistanês, ameaçou cortar a ajuda militar às Forças Armadas paquistanesas, e fechar o saco azul que lhe tem servido para estimular a vontade de cooperação dos altos comandos paquistaneses.

Assim, os generais Ashfaq Parvez Kayani e Ahmed Shuja Pasha, respectivamente chefes do Exército e do ISI, sabiam de toda a operação norte-americana para liquidar Bin Laden e tinham prometido deixá-la realizar-se - ainda segundo Hersh.Duas versões, ambas com pontos fracos
A teoria do jornalista norte-americano procura responder a dúvidas que surgiram logo na altura. Uma das mais substanciais referia-se à inverosimilhança da versão que sustentava ter Bin Laden vivido durante vários anos com o seu séquito na cidade militar de Abbottabad, mesmo por baixo do nariz do ISI, sem levantar suspeitas.

Por outro lado, a teoria de Hersh também apresenta fragilidades. Ela  não explica, por exemplo, como foi possível que os espiões sauditas tenham sabido da captura de Bin Laden, quando a CIA era mantida na ignorância. E não apresenta verdadeiramente uma explicação sobre a cumplicidade mais estreita entre Islamabad e Riad, do que entre o Paquistão e os EUA - para além dos petrodólares sauditas, que podem ter tido um peso importante, mas dificilmente explicariam tudo.

Hersh não identifica as suas fontes, apenas referindo que uma delas é um "alto funcionário reformado dos serviços secretos" norte-americanos. E cita, em segunda mão, um oficial dos serviços secretos paquistaneses, que no ano passado teria revelado à jornalista Carlotta Gall um conhecimento prévio paquistanês sobre a operação dos "Seals" em Abbottabad.

Para dar crédito à história de Hersh não bastarão estas fontes de identificação mais do que vaga e, por agora, nem mesmo os antecedentes notáveis do próprio Hersh numa carreira brilhante. Esta teve os seus pontos altos na revelação do massacre de My Lai, na guerra do Vietname, e na sua contribuição importante para que fosse conhecida Abu Grahib, como prisão e centro de tortura.

Mas talvez se acabe por saber alguma coisa mais sobre a credibilidade da versão de Hersh quando este publicar o livro que tem anunciado sobre a verdadeira morte de Bin Laden.

Via: rtp
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