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UR116: Asteroide recém-descoberto pode mesmo atingir a Terra?

Um novo asteroide classificado como potencialmente perigoso está causando bastante apreensão. O objeto tem cerca 360 metros de comprimento e segundo alguns sites pode se chocar contra a Europa nos próximos anos. Será que isso é verdade?
Orbita do asteroide 2014 UR116
Batizado de 2014 UR116, o objeto foi descoberto em 27 de outubro de 2014 por um dos telescópios robóticos da rede Master, Mobile Astronomical System of the TElescope Robots, mantido pela Universidade de Ural, na Russia.
Assim que foi descoberto, 2014 UR116 teve o eixo maior de sua orbita calculado em cerca de 311 milhões de km, com distância mínima de aproximação solar de 83 milhões de km, cruzando portanto as orbitas de Vênus, Terra e Marte. Asteroides com essas características são classificados como "Apollo" e por cruzarem o caminho da Terra, "potencialmente perigosos".
Imediatamente após a notícia da descoberta, diversos sites e blogs começaram a repercutir uma possível chance de impacto, além de comparar as dimensões da rocha à do asteroide Chelyabinsk, que rompeu a atmosfera da Sibéria em fevereiro de 2013.
Alguns sites foram ainda mais além e afirmaram que a rocha poderia atingir a Europa, mas não nos próximos quatro anos.

Muita Calma Nessa Hora
Naturalmente, por cruzar a orbita da Terra, 2014 UR116 tem chances de atingir o nosso planeta, assim como outras centenas de asteroides do tipo Apollo. No entanto, em nenhum momento a afirmação de choque partiu de algum cientista.
2014 UR116 foi descoberto há apenas oito dias e a quantidade de observações ainda é muito pequena para se desenhar com precisão o shape de sua orbita e sem esse conhecimento é impossível afirmar se poderá ou não haver um impacto em algum momento. Pelo mesmo motivo, especular sobre o possível local de impacto é apenas um exercício de futurologia.
O período de translação de 2014 UR116 é de 9164 dias e em 21 de outubro deste ano (2014) se aproximou a 12.8 milhões de km do nosso planeta.
Apesar das poucas observações, alguns cálculos feitos pelo Apolo11.com mostram que não há risco de impacto contra a Terra, Marte ou Vênus nos próximos 120 anos. Para períodos maiores a precisão começa a ficar bastante deteriorada e será preciso aguardar os cálculos do Minnor Planet Center, MPC e do Solar System Dynamics, da Nasa, que conseguem realizar modelagens orbitais de longo período.
Ao que tudo indica, ainda não chegou a hora.

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