Cinegrafista dos EUA infectado com ebola trabalhou na Libéria por 3 anos

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Ashoka Mukpo, de 33 anos, apresentou sintomas nesta quarta.
Ele será transferido para os Estados Unidos para passar por tratamento.


O americano Ashoka Mukpo, de 33 anos, foi infectado com ebola na Libéria (Foto: Reprodução/Twitter/Ashoka Mukpo)O americano Ashoka Mukpo, de 33 anos, foi infectado com ebola na Libéria (Foto: Reprodução/Twitter/Ashoka Mukpo)
O cinegrafista freelancer que trabalhava na Libéria para a NBC News e foi infectado com o vírus do ebola fez parte de projetos no país nos últimos três anos.
Ashoka Mukpo, de 33 anos, havia sido contratado pela emissora na última terça-feira (30) para trabalhar como segundo cinegrafista para a médica e correspondente Nancy Snyderman. Ela está com outros três funcionários da NBC em Monróvia, de onde reporta sobre a epidemia.
Mukpo é de Providence, no estado de Rhode Island. Ele será transferido para os Estados Unidos para tratamento.
"O freelancer ficou doente com sintomas nesta quarta-feira, sentindo-se cansado e com dores no corpo", além de apresentar febre, acrescentou a emissora em sua página na internet.
"Imediatamente, ele mesmo se pôs em quarentena e procurou orientação médica". Nesta quinta, procurou o centro de tratamento da organização Médico sem Fronteiras para uma revisão. O positivo chegou 12 horas depois.
Segundo a NBC, o profissional "esteve trabalhando na Libéria em vários projetos nos últimos três anos".
V2 - Entenda o ebola e suas consequências (Foto: G1)
Americanos infectados
Desde que começou a epidemia de ebola na África Ocidental, os Estados Unidos já tinham recebido outros americanos infectados pela doença.
Foi o caso do médicos missionários Kent Brantly e Rick Sacra, além da trabalhadora voluntária Nancy Writebol. Infectados na Libéria, os três foram tratados nos Estados Unidos e tiveram alta recentemente.
O Instituto Nacional de Saúde americano (NIH) reportou ainda ter recebido outro médico americano que foi exposto ao vírus enquanto trabalhava em Serra Leoa de maneira voluntária.
Diagnóstico nos EUA
Nesta quarta-feira (1º), foi divulgado ainda o primeiro caso de ebola diagnosticado dentro dos Estados Unidos. O liberiano Thomas Eric Duncan saiu da Libéria rumo aos EUA no dia 19 de setembro, sem sintomas da doença.
Ele começou a apresentar sinais da doença quatro ou cinco dias depois de chegar ao país. No dia 26, procurou ajuda médica e no dia 28 (domingo) foi isolado no hospital no Texas Health Presbyterian em Dallas, no Texas, onde permanece internado em estado grave.
Mais de 3 mil mortos na África
O número de mortos pela epidemia de ebola na África Ocidental chegou a 3.338, de um total de 7.178 casos da infecção até o dia 28 de setembro. A informação foi divulgada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta quarta-feira .
O número de novos casos caiu pela segunda semana consecutiva, mas a OMS alerta de que os dados não significam que a epidemia está perto de ter um fim, já que muitos casos continuam não sendo registrados.

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Via: G1

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