TEATRO: FBI identifica membro do EI que decapitou reféns

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James Foley e Steven Sotloff, em vídeos divulgados pelo EI (foto: ANSA)
James Foley e Steven Sotloff, em vídeos divulgados pelo EI (foto: ANSA)

25 SETEMBRO, 20:23NOVA YORKZBF
(ANSA) - O FBI informou nesta quinta-feira (25) que identificou o assassino dos jornalistas norte-americanos James Foley e Steven Sotloff, e do britânico David Haines, todos decapitados pelo grupo Estado Islâmico (EI, ex-Isis).
Apesar de não divulgar a verdadeira identidade do executor, o FBI informou que ele atua como negociador do EI na Síria. Ele também faz a guarda dos reféns na cidade de Raqqa.
"O FBI acredita ter identificado o militante visto nos vídeos de decapitação de Foley e Sotloff", disse o diretor da agência norte-americana, James Comey.
Segundo informações locais, o jihadista é um cidadão britânico, provavelmente da cidade de Londres, como já havia sido especulado pela imprensa internacional devido ao sotaque do executor.
Foley foi o primeiro refém a ser decapitado e ter sua morte divulgada pelo EI em um vídeo na Internet, publicado em 19 de agosto. O jornalista tinha desaparecido na Síria há quase dois anos.
A morte de Sotloff, também por decapitação, foi anunciada em 2 de setembro. O jornalista tinha sido sequestrado na Síria, enquanto trabalhava em Aleppo.
Haines, por sua vez, realizava trabalhos humanitários. Após atuar nos Bálcãs e no Sudão do Sul, o britânico estava na Síria, onde foi capturado em março de 2013. O vídeo com sua decapitação foi divulgado em 14 de setembro.
Ontem, um grupo ligado ao EI, o Jund al-Khilafah, anunciou ter decapitado o refém francês Hervé Gourdel, de 55 anos, que era guia de alpinistas. A morte foi uma maneira de pressionar a França para interromper os bombardeiros contra o EI.
Para o FBI, a identificação do executor é um passo importante para a estratégia do governo dos EUA de exterminar o grupo, que atua na região do norte da Síria e do Iraque.
Os EUA formaram uma aliança internacional para bombardear os alvos do EI. O avanço do grupo tem sido considerado tema prioritário da agenda da Casa Branca, inclusive nas discussões da 69ª Assembleia Geral das Nações Unidas, que começou ontem (24), em Nova York, reunindo uma centena de chefes de Estado e de Governo.
O EI, que antes levava o nome de Estado Islâmico do Iraque e do Levante (Isis), tenta estabelecer um califado sunita na região de seu domínio. Para isso, adota métodos extremos, como decapitações, sequestros e mutilações. O grupo também tem perseguido civis que não são sunitas, como xiitas, yazidis e católicos
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Via: Ansa

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