CONTINUA: Mal-estar de jovens não altera vacinação contra HPV na Bahia

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  • A primeira fase da campanha, que foi feita entre março e abril deste ano, beneficiou 48 mil jovens
O calendário nacional de imunização contra o HPV (papiloma vírus humano) é mantido, apesar de três jovens  do litoral paulista estarem internadas com suspeita de efeito colateral à vacina.
No mês de setembro, a capital baiana vai disponibilizar a segunda dose da vacinação para adolescentes entre 11 e 13 anos, em 78 unidades de saúde e escolas públicas e particulares.
A primeira fase da campanha, que foi realizada entre março e abril deste ano, beneficiou 48 mil jovens.
Segundo a coordenadora de Imunização da Secretaria Municipal da Saúde, Doiane Lemos, nesse período foram registradas 28 notificação de efeitos colaterais leves.
"A imunização pode causar dores no local em que é aplicada. Normalmente fica vermelho e pode causar coceira", explica Doiane.
Ela afirma que, em alguns casos, o medo que a pessoa tem de agulha pode acarretar mal-estar após o anti-HPV. "Alguns adolescentes apresentam sudorese e enjoo. Mas, após os 15 minutos de observação a que são submetidos, ficam bem", garante.
Complicações
Onze jovens passaram mal após a aplicação da vacina em uma escola pública de Bertioga, a 74 km de Santos, no último dia 4, e deram entrada no Hospital Municipal.
Nathália dos Santos, 12 anos,  Luana Alves Barros, 12, e Mariana Freitas de Lima, 13, seguem internadas e alegam que a insensibilidade nos membros inferiores têm a ver com a segunda dose da anti-HPV.
Doiane Lemos assegura que só é possível afirmar que as complicações das garotas estão relacionadas à vacina após o resultado da investigação.
"Não há motivo para a população baiana entrar em pânico. Nenhuma vacina está livre de causar reação, porém a anti-HPV segue todos os critérios da Anvisa e passou por todos os testes a que foi submetida", destaca Doiane.
Em nota, a prefeitura de Bertioga informou que as reações estão sendo investigadas. A Secretaria Estadual de Saúde do local descartou qualquer problema com o lote de vacinas utilizado.
A vacinação é utilizada na prevenção do câncer de colo do útero e está disponível durante todo o ano, gratuitamente, para jovens entre  11 e 13 anos.
A imunização, que é recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), já atendeu cerca de cinco milhões de meninas em todo o Brasil.
Discussões
A Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC) defende que a campanha da vacina contra o HPV expõe meninas a risco de supermedicalização.
Para o diretor da instituição, Gustavo Gusso, os estudos referentes à imunização ainda são superficiais.
"Mesmo que a vacina não ofereça riscos à saúde das jovens, os benefícios ainda não estão comprovados. Logo, defendemos que a inclusão dela no calendário de vacinação é precoce. Isso significa dar um remédio a mais para as adolescentes, sem certezas", diz Gusso.
Já o ginecologista Jorge Valente defende que o benefício é de suma importância para combater o câncer de colo de útero, segunda patologia que mais mata mulheres no Brasil, segundo o médico.
Ele afirma que o papiloma vírus humano facilita o desenvolvimento da doença.
"Nem toda mulher que tem HPV tem câncer de colo de útero, mas todas que têm câncer de colo do útero tem HPV. Então, se há possibilidade de combater essa doença, a campanha vale a pena", destaca.
O vírus, que é um condiloma acuminado, conhecido também como verruga genital, crista-de-galo, figueira ou cavalo-de-crista, é uma doença sexualmente transmissível.
A infecção, normalmente, causa verrugas de tamanhos variáveis tanto na mulher, quanto no homem.

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