SANGRENTO: Ucrânia tem intensos combates; 225 separatistas morrem

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Comunicado do comando militar ucraniano não informa se houve baixas entre o Exército do país. Kiev segue acusando Moscou de enviar armas aos rebeldes

Soldado ucraniano em posto de controle perto da cidade de Donetsk, a maior do leste da Ucrânia
Soldado ucraniano em posto de controle perto da cidade de Donetsk, a maior do leste da Ucrânia - Anatolii Stepanov/AFP
O comando militar da Ucrânia informou nesta quarta-feira que intensos combates nas regiões de Donetsk e Lugansk, no leste do país, resultaram na morte de pelo menos 225 separatistas pró-Rússia. Além das baixas, segundo o comunicado oficial, “as perdas do inimigo são: três tanques, dois blindados, quatro morteiros, um caminhão e uma plataforma de lançamento de mísseis múltiplos Smerch”. O governo ucraniano afirma que as baixas foram causadas pelo uso de artilharia contra concentrações de milicianos nas proximidades das cidades de Gorlovka e Ilovaisk, na região de Donetsk.
O boletim militar, que não informou mortes entre os soldados ucranianos, admite que na região de Lugansk os separatistas tentam retomar o controle das cidades de Novosvetlovka e Jriashevatoye, defendidas pelas tropas ucranianas. “Os ataques com artilharia foram retomados. Em particular, foram atacadas as posições da infantaria ucraniana na cidade de Makarovo”, acrescentou. Segundo o comando ucraniano, nas últimas 24 horas o envio de armamento pesado e veículos militares das Forças Armadas da Rússia às regiões fronteiriças com a Ucrânia, em particular à de Rostov, continuou.
Fracasso nas negociações – A crítica situação no leste da Ucrânia não teve maiores mudanças depois da reunião desta terça entre os presidentes da Ucrânia, Petro Poroshenko, e da Rússia, Vladimir Putin, em Minsk, na Bielorrússia. Na primeira reunião entre os dois presidentes, Putin pediu que seja iniciado o mais rápido possível um processo de paz no leste da Ucrânia. O chefe do Kremlin, que insistiu que Rússia não é parte do conflito, afirmou que seu país fará todo o possível para impulsionar o processo de paz. “O que podemos é contribuir para criar uma atmosfera de confiança no leste, o que é, no meu ponto de vista, muito necessário ao processo negociador”, disse.
Em mensagem no Facebook oficial da Presidência, Poroshenko destacou que "a estratégia de paz que a Ucrânia quer desenvolver foi apoiada por todos os dirigentes que participaram da cúpula de Minsk, sem exceções". Porochenko disse que as discussões foram "difíceis" e que, apesar de "alguns resultados", ainda não há o suficiente para acabar com o conflito no leste do país. O líder ucraniano pediu "ações concretas" e se referiu a um "mapa do caminho" para um plano de paz destinado a acabar com os combates, que já deixaram mais de 2.200 mortos em quatro meses.
Em entrevista coletiva após o encontro, Putin admitiu que tropas russas podem ter entrado no território da Ucrânia durante uma patrulha de fronteira, depois de Kiev ter anunciado a prisão de dez paraquedistas russos no leste do país. Putin destacou que "dezenas" de soldados ucranianos também violaram a fronteira e entraram no território russo.
(Com agência EFE) / http://veja.abril.com.br/