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Ebola faz Guiné fechar fronteiras com Serra Leoa e Libéria

Anúncio foi feito pelo ministro da Saúde Rémy Lamah.
Doença já matou cerca de 1.000 pessoas nos três países neste ano.


Guiné (Foto: Reuters)Epidemia já matou mais de 1.000 pessoas
(Foto: Reuters)
Guiné anunciou o fechamento de suas fronteiras com a Serra Leoa e a Libéria, neste sábado (9), numa tentativa de conter a propagação do vírus Ebola, que já matou cerca de 1.000 pessoas nos três países este ano.
"Nós já fechamos provisoriamente a fronteira entre a Guiné e Serra Leoa por causa de todas as notícias que recebemos de lá recentemente", disse o ministro da Saúde Rémy Lamah, em entrevista coletiva, lembrando que a Guiné também fechou sua fronteira com a Libéria.
Neste sábado, a missionária congolesa Chantal Pascaline, uma das duas companheiras dos religiosos espanhóis retirados da Libéria na quinta-feira por causa da epidemia do Ebola, morreu em Monróvia, vítima da doença, informou em Madri a ONG para a qual trabalhava.
"A Ordem Hospitalar de São João de Deus informa a triste notícia do falecimento esta madrugada da irmã Chantal Pascaline por causa do Ebola no Hospital São José de Monróvia", informou a organização religiosa à qual pertence o padre espanhol Miguel Pajares, o primeiro infectado pelo vírus repatriado para a Europa.
Segundo balanço da Organização Mundial da Saúde (OMS) publicado em 6 de agosto, já são mais de 1.700 casos de pessoas infectadas e quase 1.000 mortos.
Os países mais afetados são Guiné, Libéria e Serra Leoa. A Nigéria também já teve sete casos confirmados e duas morte pela doença. É a maior epidemia de febre hemorrágica em termos de pessoas infectadas, de mortos e de extensão geográfica, afirma a OMS.
O ebola é um dos vírus mais mortais que existem. Ele mata até 90% dos infectados e não há cura ou vacina disponível para uso na população. Uma droga experimental foi usada para tratar dois trabalhadores de ajuda humanitária norte-americanos infectados pelo vírus ebola. A OMS reunirá na semana que vem especialistas em ética para considerar as implicações de tornar esses tratamentos experimentais acessíveis mais amplamente.
Ele foi registrado nos primeiros seres humanos em 1976, em Yambuku, uma aldeia na República Democrática do Congo, às margens do Rio Ebola. Desde então, mais de 20 surtos da doenças ocorreram em países da África Central e Ocidental.
O Brasil segue sem casos suspeitos de ebola, segundo o Ministério da Saúde. Os serviços de saúde do país já estão em alerta para identificar pacientes que possam ter tido contato com o vírus.

fonte: http://g1.globo.com/
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