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Vatleaks: A renúncia de Bento XVI. Prepara-se o aniversário das intrigas

“Espero que os Vatileaks sejam uma página virada, embora pode ser que ainda haja documentos aguardando” para serem publicados. A afirmação é do ex-secretário de Estado, Tarcisio Bertone às câmaras da TgCom 24, em uma entrevista concedida a Fabio Marchese Ragona. O cardeal explicou que “o período do Vatileaks foi de grande sofrimento, muito longo, de sofrimento para o Papa e para os seus colaboradores mais próximos. Sobretudo, pela falta de amor à Igreja que se percebia em todas estas ações e publicações de documentos que deviam permanecer reservados para permitir um diálogo interno na Igreja, para corrigir determinados comportamentos.
 
Fontehttp://bit.ly/LELRVB 
A reportagem é de Andrea Tornielli e publicada no sítioVatican Insider, 07-02-2014. A tradução é de André Langer.
“Mas, é preciso dizer que este momento tão difícil – acrescentou – suscitou uma grande corrente, diria uma linha de alta tensão de oração, de proximidade e de solidariedade com o Papa e com a Santa Sé”. Depois de ter falado sobre a possibilidade de que sejam publicados mais documentos,Bertone indicou: “Creio que o tempo, o clima, a rede de relações mudaram muito. Vejo que há uma grande confiança na Igreja”.
Na entrevista, o ex-secretário de Estado, além de anunciar a publicação de “um livrinho sobre a fé e o esporte”, revelou também sua intenção de escrever suas memórias: “Tenho um arquivo muito rico, motivo pelo qual posso revisar, voltar a transcorrer estes anos com uma documentação objetiva dos fatos, e oferecer uma releitura talvez útil para colocar no seu devido lugar algumas interpretações” que excederam o que realmente aconteceu.
O primeiro aniversário do corajoso gesto da renúncia do Papa Ratzinger (foto) poderá, pois, estar marcado por novas intrigas. Com a notícia sobre possíveis novas fugas de informações (novos no sentido de inéditos, mas que vazaram em 2012, segundo se pode desprender das palavras de Bertone), e, sobretudo, com a representação de tons obscuros (que aparece no livro de Nicolas Diatde: “L’homme qui ne voulait pas être pape - histoire secrète d’un règne”, pela Albin Michel, que acaba de ser publicado na França), de uma cúria em pedaços devido às traições, lutas de poder e grupos de pressão que houve durante a última etapa do pontificado ratzingeriano.
Surge, uma vez mais, o quadro geralmente desalentador sobre o ambiente papal daquela época. Sobre o contexto em que se movia e sobre o fato de que muitos dos protagonistas das primeiras e segundas fileiras seguem ainda hoje imersos nessas situações, como se estivessem obsessionados pelo problema de oferecer aos meios de comunicação suas recriminações e acusações recíprocas em relação às responsabilidades individuais que desencadearam aquele jogo impiedoso relacionado com a renúncia de Ratzinger.
Fonte: http://www.ihu.unisinos.br/
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